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Admin SociedadeSP August 24, 2016 No Comments
Sabe aquela frase feita, geralmente proferida em cerimônias religiosas quando alguém morre: “Descanse em paz”? É o que se deseja, mas não o que acontece na máfia dos precatórios que a Polícia Federal tenta desmantelar desde o ano passado, quando começou a operação “Triângulo dos Precatórios”. Essa segunda fase, que aconteceu essa semana, foi batizada de Operação Lázaro, em alusão à passagem bíblica do retorno de Lázaro à vida, já que o grupo de golpistas utilizava majoritariamente o nome de pessoas mortas para efetuar saques de precatórios da Justiça Federal. A PF prendeu cinco pessoas, levou outras cinco para depor e cumpriu oito mandados de busca e apreensão, no Maranhão, Piauí e São Paulo. A quadrilha já teria roubado R$ 10 milhões. A maior parte da grana era investida em veículos importados.
Em entrevista ao ONDDA, Pedro Corino, fundador da Sociedade São Paulo de Investimentos, explica que o DNA do golpe é a falsificação de documentos. E até por isso, demora um pouco para identificar o desvio. A papelada é real, mas quem assina não. “O documento necessário para a venda do título é falsificado com assinatura fria, como se o detentor tivesse concordado com a venda do título”. Corino conta que no Rio Grande do Norte, um tempo atrás, havia uma organização criminosa que fraudava precatórios. No caso, a situação era ainda pior, porque eram os juízes que emitiam guias em favor deles mesmos. “O dinheiro que deveria voltar para o Estado, no caso de detentores falecidos e sem descendentes, ia para na mão dessas pessoas”.

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